O uso do álcool durante a gestação pode ser muito perigoso
para a mamãe. Não existe uma dose limite pré-estabelecida para a ingestão do
álcool pela gestante que não prejudique o bebê. O álcool é uma substância com
livre passagem pela placenta e, portanto, livre passagem para o feto. O fígado
do bebê que está em formação metaboliza o álcool duas vezes mais lentamente que
o fígado da sua mãe, isto é, o álcool permanece por mais tempo no organismo do
bebê do que da sua mamãe. Viu o perigo?
Os problemas mais graves, resultantes da ingestão de álcool
na gravidez, são o risco aumentado de aborto (cerca de 2 a 4 vezes superior,
entre o 4º e 6º mês de gestação), o risco de ter um nado morto ou de ter um
bebê que sofra da síndrome fetal alcoólica.
Ainda não se conseguiu estabelecer a quantidade de álcool a
partir da qual se torna potencialmente tóxica para o feto, mas sabe-se que
quantidades muito pequenas de álcool, principalmente nos 3 primeiros meses de
gravidez, são suficientes para prejudicá-lo.
Uma das consequências mais graves da ingestão excessiva de álcool
na gravidez é, sem dúvida, a síndrome fetal alcoólica. Esta resulta de um
conjunto de distúrbios, a nível mental e físico, que se manifestam na criança.
A síndrome fetal alcoólica caracteriza-se por:
· Atraso no crescimento, a nível intra-uterino e após o nascimento;
· Alterações na visão e audição, podendo desenvolver surdez ou alterações da linguagem;
· Lesões no sistema nervoso central das quais resulta atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades de aprendizagem, de atenção e memória, distúrbios de comportamento;
· Outras anomalias a nível cardíaco, esquelético ou dos órgãos genitais.


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